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Brasil - Aeronautas e aeroviários confirmam greve para o dia 22

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

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Segundo sindicalistas, somente 20% do atendimento será mantido

 

Filas na área de check in do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP)

 

 

O advogado Luiz Fernando Aragão, representante dos sindicatos de aeronautas e aeroviários, notificou formalmente a ministra Maria Cristina Peduzzi, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que as duas categorias de trabalhadores vão realizar uma paralisação de 24 horas a partir das 23 horas do dia 22 de dezembro, mantendo apenas 20% do atendimento.

 

Na audiência desta segunda-feira, no prédio do TST em Brasília, sindicatos das companhias aéreas e dos trabalhadores não chegaram a um acordo.

 

Mais cedo, o negociador indicado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) perante o TST, Odilon Junqueira, havia dito que não há um plano alternativo para garantir a normalidade no atendimento dos passageiros das companhias aéreas no caso de ser deflagrada greve dos aeroviários (pessoal de terra) e dos aeronautas (embarcados) no próximo dia 22 de dezembro.

 

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Veja.

 

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Igor H. Mello (@_igormello)
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Brasil - Greve dos Correios pode ser julgada na semana que vem, diz TST

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

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Foto: Igor Mello

 

O julgamento da greve dos Correios poderá acontecer na próxima semana pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), segundo informou nesta quarta-feira (5) o presidente do órgão, ministro João Oreste Dalazen.

 

"Se não houve aprovação da proposta de conciliação, o passo seguinte é o encaminhamento imediato do processo ao Ministério Público do Trabalho para emissão de um parecer. Em seguida, o sorteio de um relator e o julgamento que poderá ocorrer na próxima semana ainda", declarou Dalazen a jornalistas.

 

Empresa e trabalhadores têm até segunda-feira (10) para tentar uma nova conciliação.

 

Foto: Igor Mello

 

Assembleias


Os trabalhadores dos Correios, em greve desde o dia 14 de setembro, recusaram a proposta da direção da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) firmada na terça-feira (4) no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para colocar fim à paralisação.

 

Até perto das 19h desta quarta-feira (5), 24 sindicatos haviam rejeitado a proposta, após realização de assembleias, segundo José Gonçalves de Almeida, diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect).

 

São eles: Acre, Amazonas, Bahia, Campinas (SP), Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo,Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Santa Maria (RS), Santos (SP), São José do Rio Preto (SP), São Paulo, Sergipe, Uberaba (MG) e Vale do Paraíba (SP).

 

Proposta


Na véspera, a Fentect aceitou o acordo que foi levado para votação em assembleias nesta quarta. O documento precisaria ter o apoio de pelo menos 18 dos 35 sindicatos vinculados à entidade para passar a valer e, caso fosse aprovado, os funcionários retornariam ao trabalho já na quinta-feira.

 

A proposta encaminhada e rejeitada nas assembleias previa reposição da inflação de 6,87% retroativo a agosto e um aumento linear de R$ 80 a partir de outubro. Dos 21 dias da greve, 15 seriam compensados em finais de semanas e 6 seriam descontados a partir de janeiro de 2012, sendo meio dia por mês, num total de 12 parcelas.

 

Nas reivindicações da categoria, que tem data-base em agosto, os trabalhadores pedem aumento salarial linear de R$ 200, reposição da inflação em 7,16% e piso salarial de R$ 1.635.

 

De acordo com Almeida, da Fentect, os principais entraves para o acordo são o desconto dos dias parados e o índice de reajuste oferecido. “Queremos que todo reajuste seja na nossa data-base, que é em agosto. Não queremos receber aumento à prestação. Estamos há quase dois anos sem reajustes, aí oferecem R$ 80, que é um valor irrisório, para pagar em outubro”, defende o diretor. “É impressionante que a melhor empresa deste país paga o pior salário.”

 

O piso da categoria, atualmente é R$ 807. Outra reivindicação dos trabalhadores é a reposição das perdas salariais acumuladas entre 1994 e 2010, que dariam, segundo a Fentect, 24,72%. “A gente quer este valor pago conforme o crescimento da empresa”, diz.

 

Posição dos Correios


Em nota, os Correios informa que a direção “empreendeu todos os esforços possíveis para que os empregados voltassem ao trabalho depois de acordo direto, fechado com as entidades sindicais”.

A empresa diz que “mantém as portas abertas para o diálogo e segue defendendo que o retorno à normalidade ocorra da forma mais rápida possível”.

Segundo os Correios, a adesão à paralisação caiu para 23 mil trabalhadores. “Isso significa que 80% do efetivo dos Correios segue trabalhando normalmente, garantindo a maioria dos serviços, com entrega de 2/3 da carga diária.”

Até a terça-feira, cerca de 136 milhões de correspondências estavam atrasadas no país, segundo os Correios.

 

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G1.

Fotos: Igor Mello

 

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Igor H. Mello (@_igormello)

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Brasil - Principais sindicatos rejeitam proposta dos Correios, diz Fentect

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

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Greve deve continuar por tempo indeterminado, segundo Almeida.

Pelo menos 18 dos 35 sindicatos teriam de aprovar acordo; 14 já recusaram

 

Embora a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) ainda esteja fechando um balanço oficial, a informação, dada por José Gonçalves de Almeida, o Jacó, diretor da entidade, era que, perto das 15h, os principais sindicatos haviam rejeitado a proposta da direção dos Correios para colocar fim à greve que começou no dia 14 de setembro.

 

Assembleia no DF rejeita proposta da direção dos Correios (Foto: André Dusek/AE)

 

Até o momento, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Santa Catarina, Paraná, Paraíba, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Amazonas, Bahia e Ceará já recusaram o acordo.

Ainda na tarde desta quarta-feira (5), Rio Grande do Sul e Goiás realizam assembleias para decidir a respeito da continuidade da paralisação.

 

“Eles [RS e GO] têm orientação de rejeitar também. Se tiver um sindicato pequeno que aceite a proposta será muito. Provavelmente, o acordo será rejeitado por ampla maioria, talvez até por unanimidade, porque a proposta é muito ruim”, disse Almeida. Portanto, segundo o diretor da entidade, a greve deve continuar por tempo indeterminado.

 

Proposta
Na terça-feira (4), a Fentect aceitou o acordo que foi levado para votação em assembleias nesta quarta. O documento precisaria ter o apoio de pelo menos 18 dos 35 sindicatos vinculados à Fentect para passar a valer e, caso fosse aprovado, os funcionários retornariam ao trabalho já na quinta-feira.

O desconto dos dias parados segue sendo o principal entrave para um acordo. Pela proposta da direção dos Correios, feita na véspera, os funcionários teriam seis dias de trabalho descontados a partir de janeiro, sendo meio dia por mês, num total de 12 parcelas. Quem preferir, poderia autorizar desconto em período menor.

 

A proposta previa ainda pagamento de aumento real de R$ 80 retroativo a 1º de outubro, além de reajuste de 6,87% nos salários e benefícios a partir de 1º agosto. Os funcionários também teriam que trabalhar durante finais de semana e feriados para colocar em dia as entregas atrasadas.

Foram quatro horas de negociações até o acordo ser fechado na terça-feira. "Não foi a melhor proposta, mas foi a proposta possível. Depois de 21 dias de greve, os funcionários estavam ansiosos para voltar ao trabalho", disse, na ocasião, o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva.

Até a terça-feira, cerca de 136 milhões de correspondências estavam atrasadas no país, segundo os Correios.

 

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Globo.com

 

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Igor H. Mello (@_igormello)

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Brasil - Correios e sindicato entram em acordo para pôr fim à greve

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A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), aceitou nessa terça-feira (4) proposta da direção dos Correios para colocar fim à greve que começou no dia 14 de setembro.

 

Funcionários dos Correios fazem manifestação em frente ao TST, em Brasília, após a empresa e grevistas fecharem acordo que pode pôr fim à greve (Foto: André Dusek/AE)

 

O acordo vai ser levado para votação em assembleias e, se aprovado, os funcionários retornam ao trabalho na quinta-feira. O documento precisa ter o apoio de pelo menos 18 dos 35 sindicatos vinculados à Fentect para passar a valer.

 

Os sindicalistas concordaram em ter seis dias de trabalho descontados a partir de janeiro, sendo meio dia por mês, num total de 12 parcelas. Quem preferir, pode autorizar desconto em período menor. O desconto dos dias parados era o principal entrave para um acordo que colocasse fim à paralisação.

 

A proposta prevê ainda pagamento de aumento real de R$ 80 retroativo a 1º de outubro. E o reajuste de 6,87% nos salários e benefícios a partir de 1º agosto. Os trabalhadores também aceitaram trabalhar durante finais de semana e feriados para colocar em dia as entregas atrasadas. Foram quatro horas de negociações até o acordo ser fechado.

 

"Não foi a melhor proposta, mas foi a proposta possível. Depois de 21 dias de greve, os funcionários estavam ansiosos para voltar ao trabalho", disse o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva.

 

O vice-presidente de Gestão de Recursos Humanos dos Correios, Larry de Almeida, disse que a previsão é de que as entregas sejam normalizadas até a próxima semana em todos os estados, com exceção de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Nesses três estados, o trabalho deve levar mais tempo. Cerca de 136 milhões de correspondências estão atrasadas hoje no país.

 

Almeida disse que a negociação com o sindicato foi "difícil", mas afirmou que o acordo "conjuga os interesses dos trabalhadores, da empresa e, acima de tudo, os interesses da sociedade."

 

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globo.com

 

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Igor H. Mello (@_igormello)

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Brasil - Greve dos bancários fecha mais de 4 mil agências no 1º dia

terça-feira, 27 de setembro de 2011

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No primeiro dia de greve nacional dos bancários, 4.191 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados foram fechados em 25 estados e no Distrito Federal, de acordo com informações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

 

A estimativa é que bancários das 150 agências participem da paralisação, diz Sindicato (Foto: Tatiane Queiroz/ G1 MS)

 

Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o país conta com 20.073 agências bancárias. Portanto, no primeiro dia de paralisação do setor, a greve atingiu 20,9% dos estabelecimentos.

O balanço da Contraf foi feito com base em dados enviados pelos sindicatos até as 18h. De acordo com a entidade, os bancários de Roraima – único estado que não aderiu à paralisação – realizam ainda na noite desta terça-feira (27) uma assembleia para decidir o rumo do movimento dos trabalhadores do setor no estado.

 

“A greve começou mais forte que a do ano passado, uma das maiores que fizemos nos últimos 20 anos, quando fechamos 3.864 unidades no primeiro dia de paralisação”, disse, em nota, Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

 

“Isso mostra a grande insatisfação dos funcionários com a postura dos bancos, que, em cinco rodadas de negociação, não apresentaram uma proposta decente que atenda às reivindicações da categoria.”

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado após negociações frustradas com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A proposta patronal contemplava reajuste de 8% sobre os salários, o que representa aumento real de 0,56%, segundo a Contraf. A reivindicação da categoria é de 12,8% de reajuste, sendo 5% de aumento real.

 

“A proposta [da Fenaban] também não contempla valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades”, diz Cordeiro.

A expectativa dos representantes da categoria é de que a adesão à greve aumente nos próximos dias. “A experiência de anos anteriores mostra que a tendência é o índice de paralisação aumentar. Estamos preparados para intensificar a mobilização e fazer a maior greve das últimas décadas para garantir avanços econômicos e sociais”, afirma Cordeiro.

O coordenador do Comando Nacional, no entanto, não descarta a retomada das negociações. “Continuamos apostando no diálogo.”

 

Fenaban
Em nota, a Fenaban disse que a greve da categoria dos bancários “é totalmente injustificada” e que foi decidida com as negociações ainda em andamento, sem que houvesse uma situação de impasse.

“Nós não interrompemos as negociações e seguimos afirmando que as conversas precisam continuar”, diz o diretor de Relações do Trabalho da entidade, Magnus Apostólico.

 

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Globo.com

 

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Pedro H. Tesch (@phtesch)
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Transporte - Com o fim da paralisação, Trensurb volta a operar normalmente

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

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120

 

Depois de paralisar os serviços desde a manhã desta quinta-feira, os metroviários voltaram ao trabalho e a Trensurb reiniciou as operações por volta das 17 horas. Multidões de pessoas aguardavam nas estações pelos primeiros trens. O horário é considerado de pico.

 

Os metroviários ignoraram uma liminar da justiça que determinava a manutenção de um efetivo mínimo para que o serviço não fosse interrompido, e as estações da Trensurb amanheceram fechadas. A paralisação resultará em uma multa de R$ 30 mil para o Sindicado dos Metroviários (Sindmetrô).

 

A paralisação foi encerrada após um acordo entre o Sindimetrô e a Trensurb. A categoria conseguiu um reajuste salarial de 6,3%, um aumento de 10% no tíquete refeição e a manutenção das escalas atuais de trabalho.

 

Consequências

A greve dos metroviários provocou um aumento significativo por ônibus na região, lotando as estações rodoviárias da região. Algumas empresas ampliaram a frota para atender a demanda de passageiros. Em Canoas, a Metroplan disponibilizou 45 ônibus extras para efetuarem o trajeto entre Canoas e Porto Alegre.

O aumento do tráfego causou lentidão na BR-116, sobretudo nos horários de pico desta manhã. O congestionamento mais grave, que aconteceu por volta das 9 horas, chegou a 14 quilômetros de extensão.

 

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Fonte: Jornal VS.

 

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Igor Henrique Mello (@_igormello)
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Comunicado - Trensurb faz esclarecimentos à população sobre Greve

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Direção da Trensurb faz esclarecimentos à população diante da decisão da assembléia geral dos trabalhadores de deflagrar greve a partir da zero hora de amanhã, 18.

A Direção da Trensurb, no sentido de esclarecer com toda a transparência, diante da decisão da assembléia geral dos trabalhadores de deflagrar greve a partir da zero hora de amanhã, 18, faz os seguintes esclarecimentos à população e, em especial, ao seu quadro de trabalhadores e aos usuários do metrô gaúcho:

  1. Em reunião na tarde de hoje a empresa apresentou proposta atendendo as reivindicações do sindicato. A proposta foi aceita pela direção do sindimetrô para ser apresentada à assembléia dos empregados.
  2. A Trensurb atendeu o pedido de REAJUSTE DE 6,36% com impacto sobre todas as cláusulas econômicas.
  3. A Trensurb manteve as ATUAIS ESCALAS DE TRABALHO e houve a concordância entre as partes da implantação de uma nova escala fixa (4x2x6x4 - quatro dias trabalhados, duas folgas, seis dias trabalhados, quatro folgas).

A Trensurb considera que com a proposta apresentada está atendendo as principais reivindicações dos seus empregados e por essa razão entende como injustificada a decisão pela paralisação.

Em reunião convocada pelo Ministério Público do Trabalho, realizada no final da tarde de hoje, 17, o sindicato informou que a Assembleia Geral decidiu pelo não cumprimento da Lei de Greve. Em função dessa decisão, ou seja, o não atendimento à população nos horários de pico, o Ministério Público do Trabalho deverá encaminhar as medidas judiciais cabíveis para assegurar o cumprimento do artigo 11 da Lei 7783/89 – Lei de Greve, que define a manutenção dos serviços essenciais.

A Direção da Empresa não medirá esforços para a manutenção dos serviços à população e conta com o discernimento, comprometimento e responsabilidade de todos seus empregados.

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Fonte: Trensurb

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Tales Kraemer (@taleskraemer)

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Transporte - Fique atento: metroviários anunciam greve para o dia 18 de agosto

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

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Sindimetrô/RS aguarda proposta da Trensurb até o dia 17 para confirmar paralisação

 

 

Vinicius Carvalho

Foto: Vinicius Carvalho/GES

“O metrô tá por parar. Vai parar!”. Com este refrão, cantado pelo Homem Banda para convocar funcionários da Trensurb para a assembleia geral realizada ontem à tarde na sede da empresa, o Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul (Sindimetrô/RS) reafirmou a iminência de greve para a próxima semana. Em votação unânime, decidiram paralisar o serviço de transporte a partir da meia-noite de quarta-feira, 17, por tempo indeterminado, caso a empresa não apresente proposta em nova assembleia agendada para a mesma data, às 15h. Conforme o presidente do Sindimetrô, Renato Schuster, a intenção é parar 100% os trabalhos em pelo menos um dia, como forma de pressionar a direção pelo reajuste em 6,36%, contra os 3,65% oferecido pela Trensurb. Através de sua assessoria, a empresa informou que aguardava ser comunicada oficialmente da decisão de ontem.

 

Anúncio será confirmado 72 horas antes, conforme lei

Embora o Sindimetrô/RS queira marcar posição com pelo menos um dia de paralisação total, o presidente do sindicato, Renato Schuster, aponta que o funcionamento do trem deve ser mantido em parte, por ser um serviço considerado essencial à população. “Costuma ser de 30%. Mas temos que definir se é 30% da frota, dos trabalhadores, do período de trabalho ou dos horários de pico”, argumenta o secretário-geral do Sindimetrô/RS, Hamilton Porto. Ele explica que, conforme a Lei de Greve, o início será comunicado por meio de edital, em prazo prévio de 72 horas.

 

Durante a greve, horários de pico devem ser mantidos

Apesar de não ter sido oficialmente informada do indicativo de greve dos metroviários, a procuradora Regional do Trabalho no RS, Beatriz de Holleben Junqueira Fialho (foto), comentou como deve ser o funcionamento do transporte neste período. Com base nas mediações realizadas em paralisações anteriores, ela salientou que a regra de 30% não pode ser aplicada no caso da Trensurb, devido à segurança exigida nas operações. Os funcionários deverão trabalhar com 100% do efetivo durante os horários de pico da manhã e do final do dia, paralisando totalmente no restante do dia.

 

Reposição de funcionários

Fora a busca pelo reajuste salarial, o presidente do Sindimetrô/RS, Renato Schuster (foto), manifesta-se contra o processo de terceirização na Trensurb, alegando falta de qualificação e alta rotatividade dos terceirizados. Segundo o secretário-geral do sindicato, Hamilton Porto, a maior parte dos profissionais do quadro atual se especializou ao longo de 20 anos dentro da empresa. Outro ponto é a defasagem de pessoal nas estações. “A Trensurb possui um cadastro reserva. É só chamar a fila de espera. Temos uma média de três a quatro homologações de pessoas saindo da empresa. Em alguns horários há um ou dois funcionários por estação, que não podem fazer intervalo”, comenta Porto.

 

Sindicato alega que negocia com a empresa há 150 dias

De acordo com o presidente do Sindimetrô/RS, Renato Schuster, a pauta de reivindicação dos trabalhadores foi entregue à direção da Trensurb há 150 dias. “Nesse período, teve troca da presidência e fomos pacientes”, declarou. Ontem, antes de iniciar a assembleia, Schuster disse que falou com o diretor de finanças da empresa, que o informou que não seria apresentada proposta naquela ocasião. Junto aos funcionários, ficaram mantidas as decisões da assembleia de 3 de agosto: o não uso de uniforme, buzinaços na sede da Trensurb e distribuição de carta aberta à população, explicando os motivos da possível greve.

 

Entrega a ministro

Aproveitando a presença do ministro das Cidades, Mario Negromonte, e do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, em cerimônia que marcará o início das obras de fundação do aeromóvel do Aeroporto Salgado Filho, o Sindimetrô/RS entregará, aos dois, ofício com as reivindicações dos metroviários na segunda-feira, 15. Na oportunidade, o sindicato colocará faixas na passarela da Estação Aeroporto e organizará manifestação.

 

Plano de contingência no transporte de ônibus pronto

Caso se confirme a paralisação do metrô, o maior volume de passageiros deve buscar a locomoção para outros municípios através de linhas de ônibus. O gerente de Operações e Planejamento da Vicasa, Flávio Caldasso, conta que a empresa já possui um plano de contingência, organizado a partir das experiências de outras greves. “Nossa frota que atende a integração do trem pararia. Hoje, ela está adaptada para receber o validador (da bilhetagem eletrônica). Basta cadastrar as linhas para operar para Porto Alegre. Temos de 40 a 50 carros, que colocaríamos conforme a necessidade”, explica. Este procedimento, no entanto depende da “certeza da greve”. “A calibragem dos equipamentos teria que ser feita na madrugada para que os veículos estejam à disposição já às 4h”, enfatiza. A Vicasa também disponibilizaria cinco veículos articulados e 30 alongados, com maior capacidade de assentos.

 

Efeito na BR-116 e Expointer

Além da opção pelo ônibus, o fluxo de veículos na BR-116 deve aumentar em caso de greve do metrô, implicando ainda mais os congestionamentos na rodovia. Devido à previsão de parada por tempo indeterminado, o secretário-geral do Sindimetrô/RS, Hamilton Porto, aponta possível interferência no transporte à Expointer, que acontece de 27 de agosto a 4 de setembro. Conforme ele, a última paralisação dos metroviários ocorreu de 2 a 14 de junho de 2009. “Trabalhava de segunda a sábado, nos picos da manhã e tarde.”

 

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Fonte: Jornal Vs.

 

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Igor Henrique Mello (@_igormello)
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